Brasil e sua triste realidade; de um lado Romeu Tuma, de outro Valmir Camargo.

Morre aos 79 anos o senador Romeu Tuma

O senador Romeu Tuma (PTB-SP) tinha 79 anos e estava internado desde 1º de setembro no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Deixa mulher, a professora Zilda Dirane Tuma, quatro filhos e nove netos. Segundo a assessoria do hospital, o óbito ocorreu às 13h em decorrência de falência múltipla de órgãos (…)

O senador foi hospitalizado em meio à campanha eleitoral, na qual buscava reeleger-se, e estava inconsciente desde 2 de outubro, quando passou por cirurgia e recebeu um dispositivo de assistência cardíaca chamado Berlin Heart, considerado um coração artificial.  Segundo o médico Rogério Tuma, seu filho, ele nem chegou a tomar conhecimento do resultado eleitoral, em que ficou em quinto lugar na disputa ao Senado por São Paulo, tendo recebido 3,9 milhões de votos.

(…)“Sinto-me derrotado como médico por não ter conseguido fazer o que eu queria ter feito para salvar meu pai”, acrescentou, informando ainda que a causa inicial de sua internação, em meio à campanha, foi uma faringite. Originalmente, a assessoria do senador havia informado que ele havia sido internado com afonia, isto é, perda da voz causada por inflamação.  Ainda segundo o filho, o coração artificial funcionou bem até três dias atrás, quando o senador começou a ter problemas renais que culminaram na falência múltipla.

Corpo do senador Romeu Tuma é velado em São Paulo. Foto: Levi Bianco/Futura Press

Rogério Tuma também lembrou que seu pai sofria de problemas cardíacos havia 12 anos. Foi submetido a três pontes de safena, após sofrer um infarto na tribuna do Senado. Ele também sofria de diabetes e tomava injeções de insulina para controlar a doença.

Tuma completou 79 anos em 4 de outubro, um dia após o primeiro turno das eleições. Desde os 20 anos de idade na carreira policial, ele assumiu seu primeiro mandato no Legislativo em 1995, aos 64 anos. Foi reeleito em 2002 e tentava novamente a reeleição ao Senado Federal pelo PTB de São Paulo, onde nasceu.

Homem morre em frente a PS e corpo fica na rua por quase quatro horas em SP

JULIANA VILAS
DE SÃO PAULO

Poderia ter sido só uma fatalidade: um homem se sente mal, cai e morre subitamente no meio do passeio público.

Não fosse pelo fato de o corpo ter ficado quase quatro horas no mesmo local, numa rua movimentada no centro de São Paulo, a 20 passos de uma unidade básica de saúde e a 40 passos de um pronto-socorro municipal.

Em 48 anos de vida, Valmir Camargo dos Santos foi poucas vezes ao hospital e nunca estivera internado. Ontem de manhã, entretanto, sentiu dores no peito e decidiu procurar ajuda no posto de saúde próximo à obra em que trabalhava.

Carlos Cecconello/Folhapress
IML chega ao local onde o pedreiro de 47 anos morreu antes de receber atendimento; Corpo ficou no local por quatro horas

Por volta das 10h, avisou aos colegas que não estava bem e foi à UBS/AMA Santa Cecília. Na recepção, informaram que ali não havia atendimentos emergenciais, só consultas com hora marcada, e que, na quadra ao lado, havia um pronto-socorro.

No caminho, ele comentou que sentia dores no peito a um homem que acabava de sair da unidade. Na calçada, chegou a pedir ajuda para uma mulher que cuida de carros. Ela lhe indicou o hospital, mas ele não conseguiu chegar lá. Caiu, agonizante, em frente a uma escola.

Um pedestre pegou o celular no bolso de Valmir para achar, na agenda, o telefone de alguém próximo. A guardadora de carros pediu para um conhecido ir ao hospital procurar ajuda urgente.

Mas ninguém do Pronto Socorro Municipal Álvaro Dino de Almeida (PS Barra Funda), administrado pela Santa Casa de Misericórdia, saiu para buscar o corpo. O hospital diz apenas que Valmir não deu entrada no local.

Como ninguém da UBS nem do hospital se mobilizou, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi chamado. A ambulância chegou por volta das 11h30 ao local. Mas, como já estava morto, o corpo não foi retirado.

Exatamente às 14h, o carro do Instituto Médico Legal chegou para remover o corpo. Durante as quase quatro horas que ficou no local, o corpo foi observado pelos alunos da escola estadual Antonio Prado Conselheiro. A garotada assistiu a tudo das janelas das

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