A estética do preconceito revestida de moral

Bom, hoje vou falar um pouco sobre um assunto que tem sido muito explorado pela mídia: o relacionamento homossexual. Acredito que estamos vivendo em um momento de transformações, e estamos constantemente sendo borbadeados de opiniões formadas por pseudo intelectuais que tendem a criar uma instabilidade social a cerca de assuntos ditos polêmicos.  O homossexualismo é uma questão pessoal, e não cabe a sociedade apontar, condenar, massificar, julgar ou criar critérios  sobre o comportamento do outro.

Sou ainda, daquelas que acreditam na liberdade e temo por essa massificação do homosexual. Dizer que esse ou aquele é isso ou aquilo, é característica de visões preconceituosas. Devemos lembrar que são homens e mulheres em busca da sua liberdade sexual, e cabe a sociedade lutar pela liberdade seja qual for a esfera em que ela esteja sendo reprimida.

O que denominamos homossexualismo, já foi ato exercido como fator natural por exemplo entre os gregos antigos, e posteriormente passamos a associar como um ato contra os mandamentos divinos, associamos a berração e logo, à exclusão. Sou por natureza a favor da liberdade e repudio pensamentos conservadores, pois estes sempre tendem a cair na normalização do preconceito e na exclusão daqueles que não se encaixam no padrão estético do moralismo conservador.

Para exemplificar porque repudio esse tipo de pensamento, observem as crianças jogadas a sorte nas ruas da cidade. São muitas que precisam de comida, de teto, de afeto e de muitas outras coisas que nem imaginamos o quanto sejam importantes porque talvez nunca nos tenha faltado. Segundo a moral retrógrada e conservadora, uma dessas crianças não poderia jamais ser adotada por um casal homossexual, pois isso abalaria o psicológico de uma criança na sua fase de crescimento. Essa criança mais tarde sofreria preconceitos nas escolas, no vínculo de amigos, e etc. Quem nunca escutou esse tipo de discurso?

Ora, vejam se este não é um discurso hipócrita. Podemos perceber que estes moralistas conservadores estão preocupados com a estética do velhos costumes, não querem ferir o que acreditam ser a integridade social. Em último caso estão pensando nas pessoas que estão envolvidas nessa discussão. Enquanto eles defendem esses conceitos medíocres, as crianças estão jogadas ao vento, precisando de tudo aquilo que já citamos antes.

Apartir dessa observação, podemos perceber também que esse discurso moralista teme a reação social deles mesmo, pois quem exerce o preconceito com o “diferente” são pessoas como eles.

Qual seria o problema em uma adoção de criança por um casal homossexual: a criança, o homossexual ou o preconceito?

A criança poderia sim ser muito bem recebida por um casal homossexual e sair das condições de rua, onde estão sujeitas a pedeofilia, prostituição infantil, agressão, drogas e morte. Um casal homossexual tem sim condições de oferecer um lar descente a uma criança, um lar onde o amor ao próximo e o respeito a diferença seja ensinado, criando seres humanos melhores para a nossa sociedade. Agora, o preconceituoso, o moralista, o conservador…esse é o grande problema. Esse iria ver essa família e apontá-la aos seus filhos. Iria julgá-la e condená-la.

Vale lembrar que segundo as estatíscas, o maior índice de abuso sexual ocorre dentro das casas de famílias heterossexuais. O problema nesse caso não é o sexo e o gênero e sim o comportamento do indivíduo.

Precisamos rever a discussão principalmente em torno do preconceito, pois estes vem revestidos de palavras de amor à Deus e ao próximo, amor a uma sociedade regrada moralmente em nome dos bons costumes. Exercer a discriminação faz parte de algum tipo de amor ou bom costume?

Enquanto perdemos nosso precioso tempo (eu aqui redigindo, você aí lendo) existem homens e mulheres sofrendo preconceitos ou reprimindo seus desejos por medo da reação do outro. Entanto isso também, na Praça da Sé tem crianças cheirando cola para abafar o frio e enganar a fome, vendendo seus corpos ainda em formação para conseguir qualquer trocado. E a sociedade conservadora continua discutindo os velhos preceitos morais retrógrados nome da estética moral.

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