Geração Twitter, Facebook e IPhone

 Há muito tempo tenho observado que as relações sociais estão mudando, e que pertenço a uma geração que está passando pela fase de transição dessas relações. Até pouco tempo, estranhava certas coisas,  como certa vez em uma estação de trem percebi que havia um cidadão na minha frente falando alto, sozinho e gesticulando muito. Não, ele não era louco: ele tinha um IPhone! E estava usando seu fone de ouvido para se comunicar com alguém do outro lado da linha.

 Esse comportamento hoje é natural para aqueles que aderiram as novas maneiras de se comunicar. Eles estão o tempo todo com seus fones de ouvido conversando ou escutando música. Quando estão em restaurantes, bares ou em outros locais publicos podemos observa-los “twitando” ou postando algo no “face”. Aqueles que não foram incluídos nessa onda tecnológica, também já se acostumaram com esse comportamento do outro.

As redes sociais se multiplicam a cada dia e viraram febre no mundo inteiro.   As pessoas estão mudando a percepção quanto ao relacionar-se com o outro, e nós estamos participando de maneira direta ou indireta dessa fase de transição.

Se a percepção das pessoas sobre o “relacionar-se” está sofrendo alteração, será que a percepção sobre o “outro” também está mudando?

Eu acredito que sim, pois embora todos esses mecanismos vendam a idéia de “aproximar as pessoas”, o que  podemos observar é o oposto. Os seguidores de redes sociais estão bloqueando a sociabilidade pessoal. Quando estão em uma roda de amigos, utilizam seus IPhones para monitorar o que está acontecendo nas redes sociais, e existe grande probabilidade para a conversa ser sobre estas mesmas redes (quem postou ou publicou o que). Esse comportamneto chega a ser irritante. Difícil manter uma conversa mais de 01 hora sem sermos interrompidos por um toque de celular, por exemplo.

Pedir uma informação na rua está se tornando cada vez mais impossível, as pessoas se fecham em seu mundo e fecham também as “portas” para o outro, estão sempre com seus fones de ouvidos, inacessíveis e incomunicáveis. Estranho utilizar essas útimas duas palavras para falarmos sobre tecnologia e redes sociais, mas é isso mesmo.

O site Compete divulgou a lista das redes sociais mais acessadas do mundo. Os números são referentes a janeiro de 2009, ou seja estes dados devem ter mudado muito pois a cada dia surgem novidades – e o Twitter deve ter disparado na frente ao lado do Facebook nos últimos anos.

1º. Facebook – 1.191.373.339 de views por mês
2º. MySpace – 810.153.536
3º. Twitter – 54.218.731
4º. Flixster – 53.389.974
5º. Linkedin – 42.744.438
6º. Tagged – 39.630.927
7º. Classmates – 35.219.210
8º. My Year Book – 33.121.821
9º. Live Journal – 25.221.354
10º. Imeem – 22.993.608

Pesquisando sobre o tema, percebi que é constante na análise de alguns especialistas no mundo virtual a afirmação de que os usuários dessas redes de comunicação estão se cansando das funcionalidades desses sistemas, mas acredito que isso não significa o fim das redes sociais e sim o indício de que os usuários almejam novas ferramentas que atendam seus anseios imediatos.

Talvez imediatismo também seja uma palavra interessante para associar a este novo momento. O moderno (em termos de tecnologia) é sempre o “agora” . Os novos meios de comunicação transmitem a ideia de ter algo que proporcione economia de tempo e dinheiro sempre ao alcance.  Não é a toa que as empresas estão investindo cada vez mais nesses mecanismos.

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