Uma pergunta sobre as políticas de saúde pública destinadas a população em situação de rua

Ao utilizar os banheiros públicos do centro da cidade de São Paulo, em especial o que está localizado dentro da estação República do Metrô, tenho observado uma situação que chamou a minha atenção. Diariamente tenho me deparado com mulheres em situação de rua utilizando os banheiros para fazer sua higiene, como lavar os braços, cabelos e etc. dividindo o mesmo espaço com outras mulheres que escovam os cabelos, se maquiam e se perfumam nos banheiros. Até aí, tudo parece normal. Porém, ao ser abordada por uma moradora de rua que perguntava constantemente sobre a hora, percebi que havia algo diferente em seu comportamento como nas demais moradoras de rua. Elas repetem compulsivamente seus hábitos, questionam diversas vezes sobre as mesmas perguntas e esfregam freneticamente as mãos sobre os braços utilizando excessivamente os seus sabonetes.

Uma profissional responsável pela limpeza dos banheiros, confirmou que essa situação ocorre com frequência no banheiro e minha curiosidade foi mais além, pesquisei na Internet para descobrir como atuam nessas situações os setores encarregados pela saúde publica, em especial se existe políticas publicas focando a saúde mental dos moradores em situação de rua no centro da cidade.

Encontrei algumas pesquisas acadêmicas nas áreas de psicologia, enfermagem, sociologia e antropologia em diversos estados abordando o mesmo tema, porém os dados são antigos e estavam fragmentados, o que me impede de postá-los aqui. Preciso aprofundar essa minha pesquisa para dividir nesse espaço, mas o que mais chamou a minha atenção é que não localizei nada falando especificamente sobre o Transtorno Obsessivo- Compulsivo (doença conhecida como TOC) relacionado a população em situação de rua.

Essa doença considerada até pouco tempo como rara, atingi uma entre 40 ou 50 pessoas. No Brasil, é provável que existam entre 3 ou 4 milhões de de portadores. Para quem não conhece o TOC, trata-se de uma doença onde o indivíduo preocupa-se excessivamente com alguns hábitos, como lavar as mãos por exemplo, e é considerada uma doença mental grave que pode ser tratada, mas se não houver acompanhamento pode ter um agravamento progressivo podendo incapacitar os portadores para a convivência social.

A minha pergunta é se existem políticas públicas na área da saúde acompanhando os moradores em situação de rua, esse tipo de doença pode dificultar ainda mais o convívio dessas pessoas com o resto da população, consequentemente dificultando qualquer possibilidade deles saírem das margens onde se encontram. Se alguém puder contribuir postando nesse blog mais informações sobre esse assunto, ficaremos agradecidos.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: