Feminismo e Resistência

Ao ler a frase ” O feminismo é a idéia radical de que mulheres são gente” muitos acham que ela não faz mais sentido nos dias de hoje, pois acreditam que vivemos em uma sociedade que goza de plenos direitos entre homens e mulheres e que as mulheres por sua vez estas estão inseridas de maneira igualitária em todas as esferas sociais. Engana-se quem pensa assim, pois vivemos em uma sociedade que dita cada vez mais o que é ser mulher como deve ser a mulher.

A “ditadura da moda” tem inserido na cabeça de homens e mulheres, crianças e adultos de forma cada vez mais agressiva que as mulheres devem atender determinados padrões físicos e comportamentais. O tempo passou, e aquela luta de anos atrás ainda é a mesma: dignidade, igualdade e respeito. Basicamente essa é a bandeira feminista, somando ao fato de que quando lutamos por estes direitos estamos nos referindo a ambos os sexos: masculino e feminino.

A idéia de que feminismo estaria associado com o termo machismo é equivocada. OA ideologia feminista repudia quaisquer atos ofensivos para com  os sexos e gêneros.

Já postei sobre isso, mas para deixar mais claro basta analisarmos a etimologia das palavras.

O machismo é contrário a idéia de igualdade entre homens e mulheres. Durante muito tempo foi a ideologia do sistema patriarcal, que determinava a supremacia do sexo masculino nas esferas econômicas e sociais. Essa ideologia prevaleceu durante muitos anos, pois discursos religiosos e até científicos contribuiram durante muitos para disseminar estas idéias.

O Feminismo é uma ideologia que  luta contra a dicotomia machista que determina o papel da mulher na sociedade.

Foram muitas as mulheres que contribuíram para que tais discussões fossem levadas a sério, entre elas filósofas e antropólogas. Quando falamos de feministas,  o nome de Simone Beauvoir sempre vem a tona, pois ela de fato é uma figura muito importante para o movimento feminista. A sua importância dá-se ao fato de publicações de alguns livros que levaram a discussão sobre o que é ser mulher para o campo científico, contestando o determinismo biológico ou o desígnio divino. Lucila Scavone  em ” Estudos de gênero: uma sociologia feminista?”, afirma que Beauvoir  retoma a perspectiva hegeliana: ‘ser é tornar-se, é ter sido feito tal como nós nos mostramos'”, que resultou em sua célebre idéia de que não se nasce mulher, mas se torna mulher”.

O Feminismo continua lutando contra o prenconceito entre gêneros  e abraça causas diversas no mundo inteiro com outros movimentos que propoe a discussão contra a desigualdade,  homofobia entre outras bandeiras.

FORÇA MULHERES!

Não sejamos corrompidas por idéias e ideais machistas!

Sejamos acima de tudo, livres!

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