Resposta desse blog ao texto de Gloria Kalil “Ser chique”

Inicio esse post dizendo que não deveria publicar um artigo em resposta a uma pessoa que não representa qualquer relevância para este blog. Entretanto chamou-me a atenção como esse texto de Glória Kalil tem sido usado por professores (pasmem) em sala de aula, como algumas leitoras informaram.

No manual prático de como e o que é ser “chique” Glória Kalil demonstra que está para a filosofia assim como o Tiririca está para a política. Piadas a parte vamos ao que interessa porque o assunto é sério.

A autora de manuais práticos para se tornar uma pessoa fútil, escrito por uma pessoa fútil ao extremo determina que:

Chique do chique é não se iludir com “trocentas” plásticas do físico… quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão, intolerância, ateísmo… falsidade.

Gloria Kalil e seus seguidores que levam este charlatanismo como guia de vida, devo advertir que a imposição comportamental é considerado tirania ocidental.
Que associar ser chique (palavra que define status) não é o mesmo que ter bom senso. Que para ter bom senso, antes de tudo deve-se procurar alimentar a mente com o que realmente importa. Alimentar a mente, significa abrir a caixinha para entender e compreender o mundo e suas diferenças, inclusive respeitando cada uma delas.

Compreender o mundo significa aprender em primeiro lugar que palavras de ordem e preconceito também representam ignorância. Ignorância é associar e comparar ateísmo com comportamentos agressivos, o que por sí só categoriza a autora como ignorante, preconceituosa e agressiva.

A ignorância, Sra. Gloria Kalil tem cura e o remédio não está em manuais práticos de besteiras como esse que a senhora escreveu. A ignorância se cura em primeiro lugar com a busca de novas informações, sem ser sobre quem lançou qual tendencia esse ano. É se propor a sair um pouco do seu mundinho e observar mais ao seu redor, é buscar respostas científicas para apontamentos que colocam em questão a fé ocidental. É buscar compreender que ateísmo não define caráter, é observar que algumas pessoas que se denominam ateus fazem  parte da história por terem dedicado anos de suas vidas a estudos que levaram a descobertas que possibilitaram melhorar a vida da humanidade.

É buscar compreender o porque o preconceito está tão enraizado em nossa sociedade e entender que comportamentos como o seu contribuem para o sentimento de ódio para com grupos que pensam diferente. Sair da ignorância, é como diz Platão, se propor a sair da caverna, ver a luz sob uma ótica diferente. É compreender que sabedoria e elegância nem sempre caminham lado a lado. Que ser chique é um termo carregado de manias e costumes ocidentais e burguesas e que se recorrermos a história descobrimos que tudo isso é datado e predeterminado, e se continuarmos a pesquisa e nos aprofundarmos na sociologia, antropologia e demais ciências humanas, descobrirá que seu texto é fraco, preconceituoso e completamente deselegante uma vez que pagou um mico universal assinando em baixo de uma grosseria dessas.

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Um pensamento sobre “Resposta desse blog ao texto de Gloria Kalil “Ser chique”

  1. Anon 22 de novembro de 2013 às 7:33 Reply

    Ontem eu tive o desprazer de ouvir uma de minhas chefes me ler este texto horrível. Não pude conter as minhas risadas durante a reunião.

    Esta Glória Kalil vale tanto quanto o lixo que escreve.

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