Como começou?

Fonte G1.com
No dia 14 de novembro, uma operação militar israelense matou o chefe do braço militar do grupo Hamas na Faixa de Gaza, Ahmed Jaabali. Segundo testemunhas, ele dirigia seu carro quando o veículo explodiu. Seu guarda-costas também morreu.

Israel afirma que Jaabali era o responsável pela atividade “terrorista” do Hamas – movimento islâmico que controla Gaza – durante a última década. Após a morte, pedidos imediatos por vingança foram transmitidos na rádio do Hamas e grupos militantes menores alertaram que iriam retaliar. “Israel declarou guerra em Gaza e eles irão carregar a responsabilidade pelas consequências”, disse a Jihad Islâmica.

No dia seguinte à morte de Jaabali, foguetes disparados de Gaza mataram três civis israelenses, aumentando a tensão e ampliando o revide aéreo de Israel – que não descarta uma operação por terra. Os bombardeios dos últimos dias, que já atingiram a sede do governo do Hamas na operação chamada de “Pilar defensivo”, são a mais intensa ofensiva contra Gaza desde a invasão realizada há quatro anos na região, que deixou 1.400 palestinos mortos e 13 israelenses.

Acredita-se que a metade dos mortos sejam civis, o que desperta críticas à ação de Israel. O país alega que os membros do Hamas se escondem entre a população civil.

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O outro lado de onde tudo começou

Não há clichê jornalístico que esconda a realidade
19/11/2012, Robert Fisk [de Independent], em Information Clearing House
http://www.informationclearinghouse.info/article33087.htm

Terror, terror, terror, terror, terror. Lá nos vamos, outra vez. Israel vai “extirpar o terror palestino” – o que, vale lembrar, Israel tenta, sem sucesso, há 64 anos – e o Hamás (…) anuncia que Israel “abriu as portas do inferno”, quando assassinou seu comandante militar, Ahmed al-Jabari.

O Hezbollah anunciou várias vezes que Israel abrira “as portas do inferno” ao atacar o Líbano. Yasser Arafat, que foi super-terrorista e, depois, super-estadista – quando capitulou nos jardins da Casa Branca – e depois voltou a ser outra vez super-terrorista, quando se deu conta de que fora enganado em Camp David, Arafat também falou de “portas do inferno” em 1982.

E nós, jornalistas, estamos escrevendo como ursos de circo, repetindo todos os clichês que usamos, sem parar, há 40 anos. O assassinato do comandante Jabari foi “assassinato predefinido”, foi “ataque aéreo cirúrgico” – como outros “ataques cirúrgicos israelenses” que mataram quase 17 mil civis no Líbano em 1982; 1.200 libaneses, a maioria dos quais civis, em 2006; ou os 1.300 palestinos, a maioria dos quais civis, em Gaza em 2008-9, ou a mulher grávida e o bebê, assassinados também por “ataque aéreo cirúrgico” em Gaza semana passada – e os 11 civis assassinados numa casa em Gaza ontem. O Hamás, pelo menos, com seus rojões Godzilla, não se pretende atacante “cirúrgico”. (…)

Os ataques israelenses também visam a matar mulher, criança, qualquer coisa viva, em Gaza. Mas não se atreva a dizer tal coisa, ou você será nazista antissemita perigoso, praticamente o demônio, o mal, a perversão, tão assassino quanto o Hamás, com o qual (mas, por favor, nem pense em dizer tal coisa) Israel negociou muito, alegremente, nos anos 80s, sim, quando Israel encorajava o Hamás e seus homens a assumir o poder em Gaza, porque esse movimento decapitaria Arafat, o super terrorista exilado. A bolsa de mortes em Gaza está hoje em 16 mortos palestinos por israelense morto. E a proporção aumentará, é claro. Em 2008-9, a cotação foi 100 palestinos, para 1 israelense.

E os jornalistas estamos também ajudando a construir mitos. A última guerra de Israel contra Gaza foi fiasco tão completo – sempre “erradicando o terror”, claro – que as afamadas unidades de elite do exército de Israel não conseguiram sequer achar um soldado, um, capturado, Gilad Shalit, cuja libertação, são e salvo, foi trabalho, ano passado, não de Israel, mas do comandante Jabari em pessoa.

Para a Associated Press, o comandante Jabari seria “líder n. 1 na clandestinidade” do Hamás. Mas que diabo de “lider na clandestinidade” seria alguém perfeitamente conhecido, nome, endereço, data de nascimento, detalhes da família, anos de prisão em Israel, período durante o qual mudou de lado, do Fatah, para o Hamás?! Como?! Tantos anos de prisão em Israel não converteram ao pacifismo o comandante Jabari, certo? Nada de lágrimas: homem que viveu pela espada morreu pela espada, destino que, claro, não preocupa os guerreiros do ar de Israel, enquanto matam civis, de longe, em Gaza.

Washington apoia o direito de Israel “autodefender-se”, em seguida, fala de uma neutralidade espúria – como se as bombas que Israel lança contra Gaza não viessem dos EUA, tão certo quanto os foguetes Fajr-5 vêm do Irã.

Enquanto isso, o lastimável, lamentável William Hague decide que o Hamás seria “principal responsável” pela mais recente guerra. Mas… de onde tirou essa ideia? Segundo o The Atlantic Monthly, o assassinato, por israelenses, de um palestino “mentalmente desequilibrado” que caminhou em direção à fronteira, pode ter sido o estopim da mais recente guerra. Há também quem suspeite que tudo tenha começado com o assassinato de um menino palestino, que seria ato deliberado de provocação. E há quem diga que o menino foi morto por israelenses quando um grupo de palestinos armados tentava cruzar a fronteira e foi impedido por tanques israelenses. Nesse caso, pistoleiros palestinos – talvez não do Hamás – podem ter sido o estopim de tudo.

E não há meio para deter essa loucura, esse lixo de guerra? É verdade que centenas de foguetes são lançados contra Israel. É verdade também que milhares de acres de terra são roubadas dos árabes, por Israel – para judeus e só para judeus – na Cisjordânia. Hoje, já não resta terra suficiente, sequer, para um Estado palestino.

Apaguem o parágrafo acima, por favor. Só há os mocinhos e os bandidos nesse conflito horrendo, no qual os israelenses dizem que são os mocinhos, para os aplausos dos países ocidentais (os quais, imediatamente, passam a perguntar-se por que tantos muçulmanos não gostam muito de ocidentais).

O problema, por estranho que pareça, é que as ações de Israel na Cisjordânia e o sítio de Gaza trazem cada dia para mais perto o evento que Israel diz temer todos os dias: Israel talvez se veja face à face com a própria destruição.

Na batalha dos foguetes – com os Fajr-5 iranianos e os drones do Hezbollah – os dois lados avançam por uma nova trilha de guerra. Já não se trata de tanques israelenses que cruzam a fronteira do Líbano ou a fronteira de Gaza. Começamos a falar de foguetes e drones de alta tecnologia e de ataques cibernéticos – ou, “ciberterrorismo” quando a iniciativa é dos muçulmanos – e,  cada dia que passa, a escória humana deixada aos pedaços à margem do caminho será ainda mais irrelevante do que é hoje e ao longo dos últimos três dias.

O despertar árabe começa a trilhar caminho próprio: os líderes terão de ouvir a voz das ruas. Desconfio que acontecerá também ao pobre velho rei Abdullah da Jordânia. A papagaiada dos EUA sobre “paz” ao lado de Israel, já não vale uma vela queimada, entre os árabes. E se Benjamin Netanyahu crê que a chegada dos primeiros foguetes Fajr do Irã exigirá um Big Bang israelense contra o Irã, e depois o Irã devolve os tiros – e, talvez, também os norte-americanos – e, no pacote, logo virá também o Hezbollah – e Obama acaba engolido em mais uma guerra ocidente-muçulmanos… Sim, mas… então… o que acontecerá?

Ora… Israel pedirá um cessar-fogo, o que Israel sempre pede, contra o Hezbollah. E pedirá outra vez o imorredouro apoio do ocidente em sua luta contra o mal do mundo, o Irã incluído.

E o assassinato do comandante Jabari? Por favor, esqueçam que os israelenses estavam negociando com o próprio Jabari, usando como intermediário o serviço secreto alemão, há menos de um ano. Não se negocia com terroristas, certo? Israel negocia.

Israel batizou o mais recente banho de sangue que promove em Gaza, de Operação Pilar da Defesa. Está mais para Pilar da Hipocrisia.

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Fonte: Euronews

Multiplicam-se os esforços diplomáticos para pôr fim ao conflito israelo-palestiniano.

Euronews (http://pt.euronews.com/2012/11/19/ofensiva-diplomatica-para-travar-conflito).

O líder do Hamas no exílio, Khaled Meshaal, reuniu-se, hoje, com presidente egípcio no Cairo. Em cima da mesa: a situação em Gaza.

O correspondente da Euronews explica que o chefe de Estado, Mohammed Morsi, não tem poupado esforços para travar o conflito na Faixa de Gaza e que uma delegação egípcia composta por figuras religiosas e políticas se prepara para entrar no enclave palestiniano já esta terça-feira. O presidente do Egito, adianta, tem feito de tudo para conseguir um cessar-fogo, mas a maioria dos observadores palestinianos não acredita que tal venha a acontecer. Desde logo, devido à escalada de violência fomentada por Israel e pelas diferentes organizações palestinianas. Razão pela qual poucos acreditam na possibilidade de um cessar-fogo a curto prazo.

Israel já fez saber que prefere uma solução diplomática a um ataque terrestre a Gaza, mas garante que se não houver consenso, a ofensiva por terra será inevitável.

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BBC Brasil

Em meio à indefinição sobre cessar-fogo, Gaza é bombardeada novamente

Atualizado em  20 de novembro, 2012 – 22:00 (Brasília) 00:00 GMT

Conflito Israel-Palestina / Getty

Com novo bombardeio a Gaza, possível trégua deve ser adiada

Em meio à indefinição sobre um cessar-fogo que segundo o Hamas seria anunciado oficialmente ainda na noite desta terça-feira, a faixa de Gaza foi bombardeada novamente por forças de Israel.

Para especialistas, a nova ofensiva adia uma possível trégua no conflito.

Pelo menos 20 palestinos foram mortos nesta terça-feira. Dois israelenses – um soldado e um civil – também morreram, vítimas de ataques de foguetes lançados da faixa de Gaza.

Mais cedo, autoridades egípcias e palestinas afirmaram que o cessar-fogo seria anunciado ao fim de conversas realizadas na capital do Egito, Cairo.

No entanto, o porta-voz do governo israelense, Mark Regev, disse à BBC que o acordo ainda não havia sido finalizado.

“Não tenho dúvida de que o Hamas queira uma trégua temporária para que possa descansar e rearmar-se de forma a atacar Israel novamente na semana que vem ou no próximo mês. Não estamos interessados nessa proposta”, afirmou.

Ainda na noite desta terça-feira, um funcionário do alto escalão do Hamas, Izzat Risheq, avaliou que a trégua não seria firmada até a manhã desta quarta-feira.

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BBC Brasil

Atualizado em  20 de novembro, 2012 – 14:51 (Brasília) 16:51 GMT

Aviões da Força Aérea de Israel lançaram nesta terça-feira centenas de milhares de folhetos sobre regiões da Faixa de Gaza, exortando moradores a deixarem suas casas e rumarem ao centro da Cidade de Gaza, o que reforçou os temores de uma invasão por terra.

Correspondentes da BBC em Gaza afirmam que embora centenas de palestinos já estejam abandonando seus lares, muitos dizem que não é prático ou que é tarde demais para sair.

Os folhetos lançaram ainda mais dúvidas sobre a evolução do conflito, já que autoridades egípcias e palestinas afirmaram, horas antes, que o anúncio de um cessar-fogo com Israel seria iminente.

O presidente do Egito, Mohammed Mursi, que lidera as negociações, disse esperar que Israel ponha fim a ataques aéreos na noite desta terça-feira. Um porta-voz do grupo radical palestino Hamas disse à BBC que uma trégua era iminente.

No entanto, o porta-voz do governo israelense, Mark Regev, negou que um acordo com o Hamas tenha sido finalizado. “Ainda não chegamos lá”, disse o porta-voz, em entrevista à BBC. Ele afirmou que as operações israelenses em Gaza continuarão até que se chegue a uma “solução diplomática de longo prazo” quanto ao disparo de foguetes palestinos no sul de Israel.

Ao mesmo tempo, Israel afirmou que havia colocado os planos de uma incursão terrestre em modo de espera.

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ONU pede cessar fogo entre Israel e Hamas

20 de novembro de 2012 | 7h 56
AE – Agência Estado

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu que todos os lados do conflito na Faixa de Gaza cessem fogo imediatamente, alertando em uma entrevista à imprensa no Cairo, capital do Egito, que uma escalada da violência colocaria toda a região em risco.

“Todos os lados precisam cessar fogo imediatamente”, disse a autoridade. A operação militar de Israel contra militantes do Hamas em Gaza já deixou 109 palestinos e três israelenses mortos. As informações são da Dow Jones.

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Número de mortos
BBC Brasil

1/3 de mortos não estava envolvido em conflito

Equipes de resgate retiram homem de escombros de casa destruída em Gaza

Exército israelense disse investigar mortes acidentais de civis em ataque a casa em Gaza

No sexto dia de bombardeios de Israel contra a Faixa de Gaza, e com o total de mortos se aproximando de cem, o Exército israelense afirmou nesta segunda-feira que trinta e três porcento dos mortos não estavam envolvidos no conflito.

Ao menos 18 pessoas foram mortas nos ataques nesta segunda-feira, elevando a 95 os palestinos mortos na atual onda de confrontos entre Israel e o Hamas, grupo que controla a Faixa de Gaza. Um míssil palestino matou 3 israelenses na quinta-feira.

O número de mortos aumentou nos últimos dias, com mais de 50 vítimas, segundo autoridades palestinas. No domingo, 12 pessoas de uma mesma família, incluindo quatro crianças, foram mortas em um ataque israelense que destruiu uma casa de dois andares em Gaza.

O Exército israelense afirmou nesta segunda-feira que outros nove palestinos foram mortos acidentalmente em um ataque que visava um comandante do Hamas responsável pelo programa de foguetes do grupo.

Segundo as autoridades militares israelenses, o incidente está sendo investigado.

Foguetes interceptados

O Exército israelense afirmou ter atacado 80 locais durante a madrugada deste domingo, incluindo casas de militantes do Hamas, depósitos de armamentos e delegacias de polícia, elevando a 1.350 o total de locais bombardeados desde quarta-feira. Fontes palestinas afirmaram que 18 pessoas morreram na última onda de ataques.

Houve também disparos esporádicos de Gaza em direção ao território israelense, mas não há relatos de danos materiais ou vítimas.

Segundo o Exército de Israel, centenas de foguetes foram disparados pelos militantes palestinos nos últimos dias em direção ao território israelense, e cerca de um terço deles foi interceptado pelo sistema israelense de defesa antimísseis.

A violência na região se intensificou na quarta-feira, após a morte do comandante militar do Hamas, Ahmed Jabari, em um ataque aéreo israelense.

Israel afirma que a morte de Jabari e o bombardeio a Gaza são respostas aos disparos de foguetes por militantes palestinos contra seu território.

Na quinta-feira, um míssil disparado de Gaza atingiu um edifício na cidade de Kiriat Malachi, no sul de Israel, matando três israelenses.

Pressão

Soldados israelenses checam armamentos perto da fronteira com Gaza

Israel começou a incorporação de 31 mil reservistas ao Exército, alimentando rumores de invasão por terra

A intensificação dos bombardeios israelenses no fim de semana aumenta a pressão internacional por um acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou sua ida ao Cairo, no Egito, para participar de negociações lideradas pelo governo egípcio para um possível acordo.

Na noite do domingo, Ban pediu que os dois lados interrompam imediatamente a violência.

O premiê israelense, Biniyamin Netanyahu, afirmou no domingo que Israel estava pronto para “expandir” a operação em Gaza.

Israel aprovou no fim de semana a convocação de até 75 mil reservistas, aumentando os rumores sobre uma possível invasão terrestre a Gaza. Até esta segunda-feira, 31 mil reservistas já haviam sido efetivamente convocados – quase o triplo do número de reservistas incorporados ao Exército durante o conflito de 2008-2009, quando o Exército israelense invadiu a Faixa de Gaza.

O presidente do Egito, Mohammed Mursi, afirmou que uma eventual invasão israelense a Gaza teria “repercussões graves” e afirmou que isso não seria aceito pelo Egito “nem pelo mundo livre”.

A Liga Árabe, que realizou uma reunião de emergência no domingo para discutir a violência na região, anunciou o envio de uma delegação ao território palestino nesta terça-feira.

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E – Agência Estado

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu que todos os lados do conflito na Faixa de Gaza cessem fogo imediatamente, alertando em uma entrevista à imprensa no Cairo, capital do Egito, que uma escalada da violência colocaria toda a região em risco.

“Todos os lados precisam cessar fogo imediatamente”, disse a autoridade. A operação militar de Israel contra militantes do Hamas em Gaza já deixou 109 palestinos e três israelenses mortos. As informações são da Dow Jones.

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