África Contrastante

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África e as relações internacionais, in Geopolítica da África – Phillipe Hugon

Anotações relevantes sobre o texto.

Introdução

O termo geopolítico empregado pelo autor, se refere ao seu sentido restrito da influência de fatores geográficos sobre a política. “De maneira mais ampla, pode ser definida como o estudo das forças atuantes no campo da política; faz parte das relações internacionais: relações entre nações, entidades coletivas distintas que reconhecem mutuamente o direito de existência”.

Após o processo de independência, a África tem demonstrado interesse em participar ativamente do jogo político internacional. A África analisada nos próximos capítulos pelo autor, será a África subsaariana, compreendida pelos 48 Estados.

Capítulo I

Entre Marginalidade e emergências: Áfricas contrastantes

A África se encontra à margem das relações internacionais”. Embora esteja incluída no sistema internacional, encontra-se em sua periferia.

Com alguns aspectos contrastantes, a África ainda é vista de maneira simplista por definições que lhe foram atribuídas em dados momentos históricos. Essa maneira simplista de categorizar é demasiadamente incorreta, por deixar de analisar fatores importantes para compreensão do continente Africano.

Os países pobres tendem a ser deixado de lado em termos estatísticos. A África compreende 33 dos 48 países menos adiantados, conta com 180 milhões de subnutridos e 25 milhões de pessoas infectadas pelo vírus da Aids. Entretanto, se mudarmos o foco, a África se apresenta de foma mais contrastante. “Os países africanos conseguiram administrar, desde as suas independências, a triplicação da sua população e a a manutenção das fronteiras constitutivas dos Estados-nações em via de emergência. Num lapso de duas gerações eles promoveram consideráveis transformações culturais e estruturais”. O mundo rural, em sua maioria, deslocou-se para as cidades, passando então a ter acesso a infraestruturas, imagens e novas referências culturais. A instrumentalização dos Estados também passou por mudanças, desde reformas fiscais ao progresso democrático.

Esses entre outros aspectos, fazem com que a África do Séc. XXI se apresente de forma diferente do que era quando colonização.

Existe na África uma riqueza política que experimentou todas as formas de organizações sociais e políticas, desde modelos fortemente centralizados até sociedades segmentárias, desde o controle dos grandes espaços sahelianos até o controle de espaços limitados. Entretano haviam mais líderes do que governantes.

O autor recorre à Evans- Pritchard para exemplificar a diferente entre organizações constituídas por líderes e por governantes. As sociedades fragmentárias sem Estado (compostas de segmentos homogêneos com incipiente divisão do trabalho social) diferem dos sistemas centralizados. “Na África, a fronteira precede o Estado e ele próprio precede a nação”. Os Estados pré-coloniais não tinham fronteiras.

Os Estados falidos ou frágeis, são países em guerra. Mais de 20% da população africana são afetados por guerras. As forças armadas em situações deploráves. Crianças soldados e sobel (soldado de dia e rebelde a noite) tem um número elevado, configurando um aspecto cada vez mais violento. Alguns Estados se encontram sob tutela internacional. Somália, Chade, Serra Leoa, Sudão e Libéria vivem em situação de caos e confronto.

Os países menos adiantados: Algumas características que os definem: baixa renda, fraco capital humano e vulnerabilidade econômica), tendo 35 Estados nessas condições.

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