Planeta órfão a 100 anos-luz

Quando vi a notícia, surgiu a dúvida sobre a classiificação dos planetas. Até então acreditava que um planeta só se forma em volta das estrelas, mas descobri que eles podem ser expulsos do sistema solar, se tornando órfãos.

Planeta orfão

Fonte:www.cienciahoje.com.br

O Observatório Europeu do Sul (ESO) detectou um planeta que vagueia livremente pelo Universo, não estando na órbita de nenhuma estrela. Este corpo é o melhor candidato descoberto até agora a poder ser classificado como planeta órfão e encontra-se a uma distância de 100 anos-luz.

Os planetas órfãos, ou interestelares, são objectos de massa planetária que viajam pelo espaço. Já se tinham encontrado possíveis exemplos deste tipo de objectos, mas, não conhecendo a sua idade, os astrónomos não podem saber se trata de planetas ou de anãs vermelhas – estrelas que perderam a massa necessária para desencadearem as reacções que fazem brilhar as estrelas.

O objecto agora descoberto – denominado CFBDSIR2149 – parece fazer parte de um grupo próximo de estrelas jovens conhecido como Associação Estelar de AB Doradus.

Os investigadores encontraram o objecto em observações realizadas com o telescópio CFHT (Canada France Hawaii Telescope) e utilizaram as potencialidades do Very Large Telescope, da ESO, para examinar em profundidade as suas propriedades.

A ligação entre o novo objecto e a associação estelar é a chave que permitirá aos astrónomos deduzir a idade do novo objecto descoberto. Se o objecto está associado a este grupo em movimento – sendo assim um objecto jovem – é possível deduzir mais coisas sobre ele, incluindo a sua temperatura, a massa e do que se compõe a sua atmosfera.

É o primeiro objecto de massa planetária isolado e identificado numa associação estelar e a sua relação com este grupo torna-o no candidato a planeta órfão mais interessante até ao momento.

Pensa-se que os objectos errantes como o CFBDSIR2149 formam-se ou como planetas normais que foram ejectados dos seus sistemas planetários, ou como objectos solitários, tais como estrelas muito pequenas ou anãs vermelhas. Ambos os casos intrigam os cientistas

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