Pensando sobre os estudos sobre as cidades

Sério mesmo que vou passar seis meses estudando a ecologia humana da escola de Chicago?

Me desculpem os antropólogos, mas me parece muita balela.
Estou retomando por curiosidade as outras correntes que se proporam estudar as cidades.

Até Weber me parece infinitamente melhor com a sua definição de cidade. Resumidamente, para Weber a cidade é uma localidade características sociais e econômicas específicas. Gosto do Weber como cientista, porque ele testa suas hipóteses, e no caso das cidades, compara as teorias existentes com a realidade dos assentamentos que juridicamente são categorizados por cidade. E sim, ele estava certo: as cidades possuem alguns elementos particulares, como um mercado, um tribunal e leis parcialmente autônomas e seria um assentamento que vive basicamente da indústria e do comércio (diferente da aldeia que os ofícios são determinados), e não da agricultura. No que tange à política, possui um centro administrativo e um centro militar (pelo menos uma guarnição). Encontra-se na cidade essas características jurídicas, políticas e econômicas. Para Weber a cidade adquire um caráter mais complexo a medida em que ela se situa no sistema capitalista e na formação do Estado-nação.

Com o crescimento das cidades norte-americanas,e a ampliação da população urbana entre 1880 e 1890 o número de cidades com mais de doze mil habitantes cresceu de 76 para 102 na mesma época em que a população de Chicago se expande de 500 mil para um milhão de habitantes, e este crescimento de Chicago se deu devido a imigração (com uma população alemã só superada por Berlim e Hamburgo). As condições de infra-estrutura eram precárias, desde saneamento à estrutura jurídica, para atender esse crescimento populacional.
Em 1892 a Escola de Chicago foi fundada com o apoio dos Batistas e da filantropia capitalista (isso ninguém fala na faculdade).
Albion Small, o primeiro diretor do Departamento de Sociologia, tinha sido um fervoroso praticante deste grande grupo da religião evangélica predominante nos Estados Unidos. Os sociólogos de Chicago revelavam a influência de duas forças: por um lado, os preceitos morais do modo de vida de um “bom americano” e, por outro, o poder do capital privado (Smith,1988: 1). Até o final dos anos 50 a sociologia da Escola de Chicago era a sociologia da escola dos Estados Unidos da América. A posição da intelectualidade da Escola de Chicago permanecia otimista em relação ao ritmo crescente da urbanização capitalista.O uso da ecologia animal é permanentemente usado pela Escola de Chicago, que defende que a cidade é uma máquina que determina as condições de existência do homem, e as formas que emergem são processos naturais. A lei darwinista (competição e sobrevivência) é determinante nessa ecologia humana. A transformação da vida seria a consequência do meio urbano.

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