Lendo Francisco Iglesias – Trajetória Política do Brasil 1500 – 1964

Estou salvando essas anotações sobre a leitura no blog, e depois prometo terminar com carinho.Acabei dormindo na biblioteca com a cara em cima do livro. Importante dizer que o livro é muito bom, fui vencida pelo cansaço mmesmo (rs).

Francisco Iglesias – Trajetória Política

Segundo o autor, a história do Brasil em sua fase colonial, coincide com a da História Moderna e analisar a relação entre as partes, levando em consideração a conjuntura externa, possibilita compreender a configuração macro que forma um sistema.
Durante os séculos VXI, VXII e XVIII Portugal e Espanha disputam a definição geográfica no Ocidente e no Oriente.
O século XV e XVI são os dos descobrimentos, e o do Brasil é estudado na história geral.
O autor ressalta uma questão interessante; muitos autores questionam a legitimidade do termo empregado para descrever o que ocorreu no território brasileiro. O descobrimento é contestado por aqueles que levam em consideração o universo de culturas existentes no mundo americano. O corre que o que está em pauta, é a relação entre o Novo Mundo e o Velho Mundo, “com a exploração do das riquezas e a subjugação das velhas culturas, pelo dominador espanhol e pelo português”. Geralmente o que se entende, é que o motivo empreendedor do expansionismo é meramente econômico, o que deixa escapar o sentido social e religioso.
1 – Governo português no Brasil
Ambiguidades:
• Embora houvesse um empreendedorismo marítimo, Portugal possuía parcos recursos humanos;
• Havia Estados nacionais, mas não havia uma burguesia movida por características de organização e agressividade no econômico.
• Plano capitalista emperrado por traços aristocráticos

Primeiros Tempos
O Brasil representou a princípio, uma terra que aparentemente não haviam riquezas a serem exploradas;
Um território extenso a ser protegido para a criação de riquezas
Uma população indígena desorganizada (comparada às tribos encontradas pelos espanhóis (incas, maias e astecas).
Para administrar o território:
• Criar administração descentralizada com vários pontos no extenso litoral;
• Contou com a participação dos particulares (pessoas de recursos, a investir o capital público ou da Coroa);
• Para tal, os ricos –nobres e militares foram convocados;
• Em 1534 o país foi dividido em lotes – caracterizando as capitanias hereditárias;
Capitanias Hereditárias:
As capitanias eram lotes de terras concedidos a um capitão-mor, que possuía direito de propriedade sobre a terra, embora parte do arrecadado deveria ser revertido ao rei. A concessão da posse era hereditária.
Jogo político:
Com isso, o capitão-mor dispunha de poder imenso na nova terra, enquanto o rei garantia a sua presença mesmo distante.

As sesmarias
As capitanias não possuíam relação umas com as outras. Os títulos poderiam ser repassados a terceiros – as sesmarias. O capitão-mor estava a serviço da Coroa e o sesmeiro do capitão-mor.

A sociedade
Devido os parcos recursos humanos, foram trazidos para povoar as capitanias, indivíduos de todas as espécies, em geral pessoas da ralé, os degredados (pobres, presos, prostitutas, e etc.).
O direito tradicional confundia crime com o pecado em um período de alta religiosidade;

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