Confesso que vivi – Pablo Neruda

Image Para quem é fã do poeta, militante e escritor chileno Neftali Reyes Basualto, conhecido pelo pseudônimo Pabrlo Neruda (inspirado no escritor checo Jan Neruda), e também para quem deseja conhecer um pouco mais sobre aquele que viveu casos de amores com a poesia e com o socialismo, vale a pena ler esse livro que é uma obra quase autobiográfica.

“Um poeta deve estar sempre apaixonado, até o último minuto de sua vida”, confessou à jornalista Maria Esther Gillio, em uma entrevista em 1970.

Neruda,  foi um firme defensor do governo socialista e um forte opositor do golpe de Estado de Augusto Pinochet.

O escritor morreu 12 dias após o golpe militar de Augusto Pinochet,  há 40 anos, e hoje a justiça investiga se ele teria sido assassinado.

Após o suicídio de Allende no palácio de La Moneda, Neruda, Prêmio Nobel de Literatura 1971 e comunista, era talvez a figura mais emblemática do caminho traçado pelo Chile para o socialismo, que tantas esperanças despertou.

O golpe militar pegou o poeta de surpresa em sua casa em Isla Negra, uma pequena cidade na costa do Pacífico, quando já sofria há anos de câncer de próstata, que o havia afastado da vida pública.

Nos dias seguintes, as forças golpistas sitiaram Neruda e ocuparam sua casa.

“Olhem em todos os lugares, a única coisa perigosa que encontrão para vocês: Poesia”, disse Neruda aos opressores.

Confesso Que Vivi aproxima o leitor desse que foi e ainda é um dos nomes mais importante da poesia latina, e uma das figuras emblemáticas do Chile.

Confesso que Vivi – Pablo Neruda

 
Estas memórias ou recordações são intermitentes e por vezes fugidias na memória, porque a vida é precisamente assim. É a intermitência do sono que nos permite aguentar os dias de trabalho. Muitas das minhas recordações desvaneceram-se ao evocá-las, ficaram em pó como um vidro irremediavelmente ferido.
As memórias do memorialista não são as memórias do poeta. Aquele viveu talvez menos, mas fotografou muito mais, recreando-nos com a perfeição dos pormenores. Este entrega-nos uma galeria de fantasmas sacudidos pelo fogo e pela sombra da sua época.
Não vivi, talvez, em mim mesmo; vivi, talvez, a vida dos outros. De quanto nestas páginas deixei escrito se desprenderão sempre — como nos arvoredos de Outono, como no tempo das vindimas — as folhas amarelas que vão morrer e as uvas que reviverão no vinho sagrado.
A minha vida é uma vida feita de todas as vidas – as vidas do poeta.”
Anúncios

2 pensamentos sobre “Confesso que vivi – Pablo Neruda

  1. Adriano Queiroz 30 de setembro de 2013 às 16:07 Reply

    Você assistiu “O carteiro e o poeta”?

    • saindodasprateleiras 3 de outubro de 2013 às 2:18 Reply

      Não assisti e não conhecia (sou péssima com filmes), mas fiz uma rápida pesquisa e fiquei interessada.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: