Notas sobre “O trabalho do antropólogo” – Roberto Cardoso de Oliveira

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Antropologias periféricas versus antropologias centrais

 Pesquisas étnicas e nacionais, denominada periféricas em contraposição às pesquisas tidas por tradicionais, ou seja, aquelas que ocuparam maior destaque nos fins do século passado na Inglaterra, na França e nos Estados Unidos.

 

A classificação empregada, possuem apenas dimensão geométrica e não coloca uma antropologia em condição de inferioridade a outra.

 

O autor afirma que a matriz sociológica tem permanecido praticamente a mesma, mas o que trás singularidade às antropologias periféricas em relação as antropologias centrais, é a noção de estilo.

 

→ noção de estilo: termo empregado por Gilles-Gaston Granger (Essai d’une philosophie d’ style), que a entende associada à noção de redundância – não mais como meras metáforas linguísticas, mas como conceitos operacionais. (Pg.113).

 

A ideia é observar diferentes antropologias periféricas projetadas em lugares como Austrália, Israel (Jerusalém), Canadá (Quebec), e Espanha (Catalunha).

 

O estilo particulariza a antropologia sem que ela perca sua vocação universalista assegurada pela disciplina – uma matriz alicerçada sob uma pluraridade de métodos bem como por um cojunto articulado ou articulável de paradigmas.

 

Elementos de ordem cultural são verificadas em estudos antropológicos, e isso pode ser percebido nos Congressos em que cada país apresenta o seu estilo diante do objeto de pesquisa, mantendo o método, mas trazendo novas perspectivas de análise.

 Problematizando o cenário brasileiro, o autor observa que a nossa antropologia sofreu influências dos franceses e alemães e por ultimo dos americanos. O brasilianismo é uma corrente muito forte, e poucos estudos se propõe a analisar outras comunidades, mesmo hoje dispondo de recursos para fazê-lo, os temas vinculados às questões nacionais ainda são maioria.

 

Há ainda no Brasil, dificuldades de campo, como falta de incentivo a bolsa de estudos (e quando existem, são benefícios que privilegiam mais alguns estados que outros), programas de incentivos vinculados com órgãos internacionais e uma forte presença do Estado Estes indicadores fazem com que os trabalhos sejam direcionados para temas específicos, e fiquem de certa forma limitados ao campo de pesquisa. Mas a rigor, essa dependência do exterior, vem diminuindo nos ultimos dez a quinze anos.

 

Mesmo diante de problemas a serem superados, como os apresentados e outros como a falta de institutos de ensino, limitação para profissionais e etc, o autor demonstra otimismo em relação aos estudos periféricos do Brasil e do mundo. Acredita que, apesar dad dificuldades que que sempre encontramos, mas não ignoramos – particularmente as institucionais e financeiras – pode-se contestar cada vez mais o interesse na América Latina sobre a avaliação da disciplina, seja em âmbito local ou regional.

 

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