Arquivo da categoria: Poesias de minha autoria

Cada texto é um insigth que surge de acordo com o “estado de espírito” de quem escreve. Dessa forma me sinto livre para postar o insigth desse momento, já que a língua portuguesa assim me permite.

Torturadores assassinos

Instituto Médico Legal

Departamento de Ordem Política e Social

Inventário médico anti-constitucional

Odiossincrasia na anatomia

Taquircadia e embulia

Asfixia

Suicídio

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A verdade da vida, dita por um ateu.

Se existe uma coisa que me acossa é a vida.

O que seria esse substantivo feminino com nome próprio em sua própria abstração, se não algo puramente abstrato?

Existir, torna-se em algum momento algo diferente de viver.

Mas viver dentro de outros conceitos é apenas o oposto de morrer.

E até morte me acossa.

Dentre todas as definições da morte, agrada-me mais a que rompe a matéria e torna a carne apenas podridão entre os que se alimentam destas carnes que um dia se transfiguraram em vidas.

Vermes que se tornam mais vivos se alimentando destas pobres ex vidas que um dia não só existiram, como viveram em recortes de experiências em suas grandes verdades existenciais.

Vidas, pobres delas.

Almejam descobrir o segredo dos segredos existenciais.

Almejam tornar as suas insignificantes vidas imortais.

Tudo isso temendo a morte, que é a única verdade que lhes resta.

Criam ciencias em nome das ciencias, balela.

Desejam no fundo a imortalidade, que é tudo que não temos.

Criam verdades, deuses com aspectos carnais.

E a morte que não pode ser vencida passa a apresentar-se em outras vidas, onde deuses humanos perfeitos, estarão envoltos de luzes celestiais com todas as verdades a serem entregues em nossas mãos.

Deuses humanos perfeitos, foi o que criamos para explicar a insignificância de nossas próprias vidas.

A verdade da vida, entrego-lhe agora, pois nenhum Deus o fará por mim.

A vida se resume a isso que tens agora, e que deve fazer o que quereis dela, pois é ela que te torna sujeito de sua própria vida.

Na morte, somente os vermes os esperais.

E são muitos a consumi-lhe a carne tratada com tanto zelo durante a vida.

Cuida da carne, pois os vermes tem fome de carne sadia.

Karina Rodrigues